quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

On the beach

Prezados leitores, estarei de férias no mês de fevereiro, logo não haverá posts durante este período. Até a volta !

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Juro, corte de 1%

Em 21/01/2009, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a taxa Selic em 1%, de 13,75% para 12,75%.
Há meses que o Banco Central do Brasil vem mantendo o juro a 13,75%, enquanto todos os bancos centrais do mundo vêm cortando os juros agressivamente diante do cenário de recessão. Finalmente o Brasil acordou para o fato de que o nosso problema não é mais a inflação, mas sim a recessão e o desemprego. O Brasil foi o último país a acordar, mas não será o primeiro a encerrar o corte. Uma vez começado o corte, “there is a long way to go”. Diante da inflação anual de 6 a 8%, o Banco Central poderia cortar o juro para 8%, ou 12 vezes ao ritmo de 0,5% por vez. Se o corte acontecer a cada 60 dias, o processo levaria 2 anos. O mercado e os economistas, inclusive o Sr. Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, questionam porque o corte é anunciado somente em dias marcados de reuniões do Comitê de Política Monetária. Por que não pode ser antes, se o desemprego continua e a recessão se aprofunda?

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Explorar petróleo a qualquer preço?

Até recentemente, “Oil Sands of Canadá” foram consideradas como o substituto seguro e potencialmente lucrativo do petróleo do Oriente Médio. Mas, em 17 de novembro de 2008, a PetroCanada anunciou a parada de seu trabalho de exploração na província de Alberta. “O preço do petróleo não justifica o custo de construção do projeto de US$ 24 bilhões”.
Quando o preço do petróleo chegou a US$ 147 por barril, uma onda de projetos energéticos antes considerados proibitivos entrou em estudo. Mas agora como o preço do petróleo caiu para menos de US$ 50, o impacto é o oposto. As companhias de petróleo do Canadá, Rússia, Arábia Saudita e Tailândia estão cortando os investimentos em poços e refinarias:
PetroCanada – “atraso” no projeto de oil sands, de US$ 24 bilhões
TNK-BP – a Companhia de Petróleo Russo corta US$ 1 bilhão de investimento de capital em 2009
Saudi Aramco – atrasa a construção da Yanbu Export Refinaria, de 400 mil barris por dia
Hess – a Companhia não vai construir a refinaria de US$ 5 bilhões em St. Lucia, no Caribe
Mas estas paralisações não são definitivas. Tudo depende do
preço do petróleo. Em 2010, a demanda da China, Índia e Oriente Médio, agora diminuída pela recessão mundial, vai começar a ultrapassar a oferta global e puxar os preços para acima de US$ 100 por barril. Os analistas acham que os cortes na projeção da nova capacidade de produção atingirão 3,8 milhões de barris por dia, ou 4% da oferta atual, impulsionando os preços para novas altas.
Todas estas análises e projeções sobre o petróleo são acadêmicas e especulativas. Não vou perder meu tempo em comparar ou vender contratos futuros de petróleo nem em NY e nem em Londres. Eu fico com as minhas ações da Petrobrás como investimento de longo prazo. E pronto!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

“Looking forward”

Tomando o café da manhã, a primeira cotação que eu procuro na Bloomberg, na TV, é a do petróleo. Se o preço do petróleo cai, as outras commodities, cereais e metais, seguem a queda. Como o dólar compra mais petróleo e outras commodities, o dólar vale mais e tem maior poder aquisitivo. Por extensão, se o dólar fica forte contra as outras moedas, euro, libra, real, etc. o dia já não será tão bom para as ADRs dos papéis brasileiros.
A segunda observação é o preço de T- Bond 10 anos. Se o T – Bond subir, Wall Street provavelmente venderá ações e colocará cash no T – Bond. Inversamente, se o T- Bond cair, o mercado estará juntando cash para comprar ações.
A terceira indicação são os índices futuros: Dow, SP e Nasdaq. Se os futuros subirem, o mercado americano tem boas chances de abrir em alta. E a Bovespa vai de carona (A Bovespa abre antes do mercado americano).
Quando encerra o pregão americano, os índices futuros já indicam o tom do dia seguinte. Mas muitas vezes, as notícias e eventos do mundo que ocorrem durante a noite e no fim de semana mudam a tonalidade do mercado. Os índices futuros sempre refletem o mercado do próximo pregão.
Seguir estes indicativos de mercado pode ocupar uma boa parte do meu tempo. Não posso reclamar porque esta é a minha profissão. Imagine o investidor - especulador de ouro, que quer queira quer não, acompanha a cotação 24 horas por dia, ao redor do mundo.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Bonds Vs. Ações

A partir do 2º semestre de 2008, no mercado americano, os investidores venderam ações e compraram títulos do governo (U.S. Treasury’s Bond), trocando “risk” por “safety”.
Eles ganharam 13,7% nos títulos do governo.
Mas em 2009, os analistas do mercado especulam que o “Bond” vai desabar. “Treasurys are overbought, and perhaps in a bubble”! No último dia de funcionamento da bolsa americana em 2008 (31/12), o T-Bond de 10 anos caiu de 112 12/32 para 112 5/32 (com yield subindo de 2,22% para 2,36%). Preço e yield se movimentam em direções opostas.
O que se vai fazer com o cash da venda do T- Bond? Uma boa parte vai para a compra de ações. Esta é a perspectiva para 2009. O mercado americano lidera os mercados do mundo – Europa, Ásia e os mercados emergentes (BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China).
Estou otimista com a bolsa brasileira, especialmente com a perspectiva de queda do nível de juro, atualmente em 13, 75%. Veja meu penúltimo artigo “Brasil independente”.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo

Entre a especulação do mercado e as intenções já anunciadas, o Presidente eleito Barack Obama deve, a partir de 20 de janeiro de 2009, instituir as seguintes medidas:
a) cortar o imposto de renda da classe média;
b) melhorar o peso do “mortgage” dos devedores de financiamento para compra de casa própria;
c) salvar a indústria automobilística com empréstimos de 24 bilhões de dólares, e aumentar as vendas de automóveis mediante a diminuição de impostos;
d) criar empregos com fundos para infra-estrutura construindo estradas, pontes, túneis, etc.
O país deve entrar em uma época neo-keynesiana como
Roosevelt fez para tirar o país da depressão.
Os Estados Unidos terão que esperar pela chegada do novo Presidente. Mas o Brasil não. O Ministro Mantega já anunciou em 12 de dezembro as medidas para reativar a economia: corte de impostos (IOF e IPI) e investimentos para a infra-estrutura.
O Brasil não fica para trás, nunca, exceto no corte de juro.
Feliz Ano Novo. Desejo que 2009 seja melhor que 2008.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Brasil independente

Apesar do corte de juro dos bancos centrais do mundo em 0,5% numa ação coordenada, e mais um corte de 0,5% pelo Federal Reserve no dia 29/10, o Banco Central do Brasil deixou a taxa Selic inalterada em 13,75%, o juro mais alto do mundo civilizado.
Paralelamente, o preço do petróleo caiu para um terço do valor de pico e o preço da gasolina nos Estados Unidos caiu de $ 4 per gallon para abaixo de $ 2, enquanto o preço da gasolina nos nossos postos ficou inalterado. O preço da nafta, matéria-prima para a indústria petroquímica, não acompanhou o preço do petróleo para baixo.
Como é que o país vai baixar a inflação se o governo não reduz o preço da gasolina, da nafta e da taxa de juro? O que o governo está esperando? A atitude de “wait and see’ não pode permanecer para sempre.
O Brasil é um país independente, ou recalcitrante e rebelde contra a ordem mundial.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Mercado volátil com horários diferentes

A partir de 20/10/08, a Bovespa passou a funcionar de 11h às 18h. Em Nova York, as bolsas (Dow Jones, S&P 500, e Nasdaq) funcionam de 12h30m às 19h, horário do Brasil (ou 9h 30m às 16h, no horário de Nova York). Ultimamente tem sido difícil de comparar e acompanhar a bolsa daqui com as bolsas de lá.
No dia 20/11, Wall Street caiu violentamente, mas a Bovespa não funcionou (feriado do Dia da Consciência Negra). Em “follow-up”, no dia seguinte, a Bovespa caiu 6,45%. Porém, após o encerramento da Bovespa, às 18h, os futuros das bolsas de Nova York na última hora recuperaram fortemente com altas de 7,33% para o Dow Jones, 5,84% para o S&P 500 e 4,95% para a Nasdaq. Se a Bovespa tivesse o mesmo horário de encerramento das bolsas de N.Y., ela teria acompanhado a sua recuperação.
Porém, os investidores e especuladores poderiam, na última hora, comprar ADRs brasileiros, sem esperar a abertura da Bovespa na 2ª feira, 24/11*, que quase certamente seguirá os passos de Wall Street da véspera.


* em 24/11 a Bovespa subiu 9,32%

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Circuit Breaker

No dia 6 de outubro de 2008, a Bovespa caiu violentamente, acionando o “circuit breaker”. Trata-se de um mecanismo de interrupção do pregão que é acionado quando a Bovespa tem oscilação extremamente acentuada. Na primeira vez, é acionado após uma queda de 10%, com uma parada de meia hora. Na segunda vez, no mesmo dia, é acionado se o índice cair 15%, com interrupção de uma hora.
Neste dia de pânico, a Bovespa caiu 10% para 40.378 pontos, às 10h 18m, acionando o circuit breaker. A Bovespa parou por 30 minutos. Após a reabertura, a queda continuou até atingir 15,5%, o que acionou o segundo circuit breaker do dia, às 11h 44m. Após a reabertura, uma hora depois, a bolsa recuperou-se, fechando a 42.100 pontos, com queda de 5,43% no dia.
Não gosto de ler o jornal ou assistir ao Bloomberg quando a bolsa está em queda. Não tenho nenhum prazer em escrever artigos para o blog sobre o pessimismo mundial, muito menos sobre circuit breaker na nossa bolsa. Tenho obrigação de informar aos meus leitores sobre o circuit breaker, mesmo sendo extremamente desagradável. Ainda bem que isso só aconteceu uma vez em 10 anos (o último tinha sido em 10 de setembro de 1998, com a quebra do gigantesco hedge fund LCTM).
Vamos rezar para que isso não aconteça nunca mais. Por curiosidade perguntei ao meu corretor se o circuit breaker é acionado quando a bolsa sobe 10%. A resposta é não (no dia 25/10/2008 a Bovespa subiu 13,42%).
Afinal de contas, para que o circuit breaker? É para que os especuladores e investidores possam pensar, refletir e respirar e se acalmar diante de um cenário de pânico.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Valor Patrimonial

Foto: Fila para comprar o iphone da APPLE

A Gazeta Mercantil, em 12 de novembro de 2008, publicou um artigo “Blue Chips têm valor em bolsa inferior ao patrimônio”. Citou por exemplo:

Empresa....P/VPA* em--->10/Nov/07.........10/Nov/08

Vivo PN............................. 1,67....................0,96
Gerdau Met. PN..................2,24....................0,86
Usiminas PNA......................2,38....................0,83
Gol PN...............................3,53....................0,83
Aracruz PNB.......................2,32....................0,64
Braskem PNA......................1,08....................0,62
Sabesp ON.........................1,00....................0,56
Cesp PNB...........................1,05....................0,37

*Preço/Valor Patrimonial or Ação

Em um ano, os preços, como porcentagem do valor patrimonial, caíram para metade ou um terço. Quer dizer que as ações estão baratas?
A meu ver, o preço da ação não tem muita relação com o valor patrimonial. O preço da ação depende do atual ou da perspectiva do lucro por ação (P/L). O valor de uma vaca não é o seu peso, é a quantidade de leite que produz diariamente.
Microsoft, a ação de maior peso na NYSE, tem valor patrimonial insignificante. Não tem fábricas. A empresa cria e inventa softwares que o mundo usa na era da internet, fatura com os royalties que recebe pelos seus produtos. O mercado atribui um valor para a ação pelo seu lucro constante e crescente, atual ou perfectiva dele.
GM e Ford, ao contrário, têm dezenas de fábricas pelo mundo, máquinas, instalações, robóticas, mas não têm lucro. Ultimamente têm deficiência de cash, prejuízos e chegaram a ponto de pedir socorro ao governo.
Há 60 anos, a Xerox inventou a copiadora. Em vez de vender, a empresa alugou a copiadora para os usuários. O mercado projetou, para os próximos anos um “profit stream” em progressão geométrica (1,2, 4, 8, 16, 32, 64). Cotada a $110 por ação, com lucro de $1 no ano da IPO, o P/L não era 110. O P/L era de apenas 6, considerando o lucro médios dos próximos 7 anos ($18,14 por ação).
Apple, com seu Ipod é outra história que todo mundo conhece. Não olhe para o valor patrimonial da ação. O que importa é o lucro por ação, atual e a perspectiva dele.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Walther Moreira Salles

Hoje, ao invés de escrever sobre juro, FED, Bovespa e mercado, ofereço um artigo “light”.
Por ocasião do “merge” do Unibanco com o Banco Itaú, lembrei-me de uma anedota do meu encontro com Walther Moreira Salles, embaixador, banqueiro e Ministro da Fazenda.
Há muitos anos atrás, no Hotel Maksoud, em São Paulo, eu estava com Nestor Jost, ex-presidente do Banco do Brasil, participando de uma conferência “Homem de Visão”. Durante o coquetel, cumprimentamos muitas pessoas do governo e de empresas. De repente, Nestor Jost me disse: “Tong, vamos cumprimentar o Walther Moreira Salles”.
De longe vi um homem no canto do salão, de terno preto e gravata, baixinho, nem parecia banqueiro. Chegamos lá, apertamos a sua mão, e Nestor disse: “Senhor Embaixador”. Aí eu ouvi Walther Moreira Salles falar baixinho no ouvido de Nestor Jost: “Embaixador do Japão?”.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O Natal veio mais cedo

Recebi este cartão de natal de um Investment Banker amigo meu. Apesar de tudo ele mantém o bom humor. Ele decidiu enviar o cartão mais cedo, pois se esperasse até o final do ano a "árvore" poderia sofrer uma distorção. Acho que ele quis dizer que ainda está pessimista.

Jackson.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O corte no juro

O Federal Reserve anunciou, em 8 de outubro, como medida de emergência, a redução da “federal fund rate” de 2% para 1,5%. No mesmo dia, os bancos centrais dos países que compõem o G-7 cortaram os juros em 0,5% em uma ação coordenada.
Hoje (29 de outubro), o banco central americano cortou mais 0,5%. A federal fund rate ficou em 1%.
No mesmo dia, no Brasil, o Banco Central deixou a taxa Selic inalterada em 13,75%. Acho que o próximo passo será a redução da taxa Selic para 13% ou 13,25%, ainda neste ano.
Não esqueça que o juro é um componente de peso no custo de vida. A redução de juro diminui o mortgage da casa (24 anos), as prestações do automóvel (24 meses) e dos eletrodomésticos, aumenta o cash flow da economia e a oportunidade de emprego, e cria bem estar e prosperidade da sociedade.
Juro alto não somente é resultado de inflação alta, ele também é causador de inflação alta. No Brasil, com juro anual de 13,75%, um produto que leva 6 meses para ser fabricado sofre um custo extra de 6,875% (comprado com juro zero, no caso do Japão).
Falando no Japão, no final de outubro, o país cortou o juro de 0,5% para 0,3%. Logo não haverá mais nada para cortar. O Brasil, ao contrário, para promover o crescimento econômico, tem ainda muito espaço para o corte de juro (para cortar o juro para 8% ao ano, o Banco Central poderia cortar 12 vezes ao ritmo de 0,5% por vez. Se o corte acontecer a cada 60 dias, o processo levaria 2 anos). Sonho de um economista louco? Veja o gráfico 3, do Fed rate se set/90 a jan/92 - o FED cortou o juro 14 vezes em 16 meses, na página 14 do meu livro “Bolsa de Valores – Visão Feliz e Otimista de Três Gerações”, Edição 2004.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Medidas contra a recessão

Diante da crise de recessão (real ou perspectiva) no Brasil, ultimamente o Banco Central adotou as seguintes medidas:
A) redução de compulsório sobre depósitos à vista e a prazo;
B) câmbio – venda de dólares no mercado à vista com recursos de reservas, leilões com compromissos de recompra, de swap cambial, leilões para exportadores e volumes de US$ 50 bilhões provisionado para swap;
C) agricultura – R$ 24,85 bilhões – antecipação de recursos para o Banco do Brasil, aumento da obrigatoriedade da destinação de recursos dos bancos para crédito agrícola;
D) autorização para empréstimo do BC aos bancos com garantia das carteiras de crédito, usos das reservas do BC para financiar exportadores, reforço de repasse ao BNDES para linhas de pré-embarque, capitalização do BNDES com recursos do FGTS, aumento da capacidade de endividamento da Petrobrás junto ao BNDES.

Agora só falta a redução de juro!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

“Stagflation”

Ultimamente o Federal Reserve está perplexo entre combater a inflação (aumentando a taxa de juro) ou evitar a recessão (diminuindo a taxa de juro). Agora, com a queda do preço do petróleo e de outras commodities (metais e alimentos), o FED está disposto a não aumentar o juro, ou até diminuir de 2% para 1,75% ou 1,50%. A queda dos preços do petróleo, metais e alimentos em si cuida do problema da inflação. O FED só precisa cuidar da recessão.
No Brasil, o governo e o Banco Central vêm aumentando, este ano, a taxa Selic para 13% para combater a inflação. Como o INPC de julho e de agosto subiu menos do que a “meta” do Banco Central, acho que está na hora de baixar o juro em vez de aumentar para 14% até o final do ano. É absurdo que o Brasil tenha o maior juro real do mundo. Juro alto diminui o crescimento econômico, aumenta o desemprego e cria recessão. Juro alto impulsiona a moeda Real, incentiva importação e dificulta a exportação. O superávit comercial diminui ou até vira déficit. Estados Unidos, Europa e o mundo querem evitar a recessão. Por que o Brasil quer mergulhar nela?