terça-feira, 14 de julho de 2009

Dilema

Após a realização do lucro da metade da posição de EMF, o papel caiu para $ 14,21 no dia 18/06 (- 11,2%). Eu fiquei contente pelo meu amigo porque a primeira metade foi bem vendida. Mas ao mesmo tempo a outra metade não vendida está se desvalorizando. Rir ou chorar, aí está o dilema!
Eu não sei mais se quero ver o papel cair ou subir. Se cair mais, dá para pensar em recomprar a parte vendida. Se começar a subir, não se deve lamentar a venda realizada, e sim ficar satisfeito com a valorização da parte não vendida. Esquecer o passado e olhar para o futuro.
Acho que todos os investidores têm esse tipo de dilema. Se, após a venda o mercado subir, você se sente desconfortável. Mas se o mercado cair e continuar caindo, você se sente miserável e apavorado. “Fear and greed”. Somos apenas humanos.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Emerging Market Fund (EMF)

Templeton Emerging Market Fund é um closed-end fund composto por ações do Brasil, China, Índia, Rússia, Ucrânia, Taiwan, Cingapura, Coréia e outros países em desenvolvimento. Por definição, o EMF é um fundo que não tem ações dos Estados Unidos, Japão e Europa.
O fundador e administrador do fundo é Mark Mobius. Numa entrevista a um jornalista em agosto de 2009, ele enfatizou as virtudes de cada país: a China se transforma de uma economia de exportação para uma economia de consumo doméstico (como a economia dos Estados Unidos) com uma população de 1,2 bilhões de habitantes; a Rússia tem petróleo e a OPEP não vai deixar o preço do barril de petróleo cair abaixo de US$ 80. O país emergente n º1 é o Brasil. O presidente Lula conduz o país com medidas monetárias e fiscais corretas. O país é grande produtor e exportador de minérios e alimentos.
O fundo EMF tem a performance como segue:
high $ 27 (30/10/07), low $ 6,87 (20/11/08).
No dia 25/02/2009, a cotação foi a $8. Recomendei para um amigo meu investir 12.000 ações a $ 8, totalizando $ 96.000.
No dia 12/06/2009, recomendei que ele vendesse metade da posição (6.000 ações) a $ 16, com 100% de lucro em três meses e meio, ficando com as 6.000 ações remanescentes a custo zero.
Mas a estória não termina aí...

terça-feira, 30 de junho de 2009

Juro e Câmbio

Um amigo me consultou sobre um investimento que Bradesco Luxembourg oferece: juro de 9% ao ano, em real. Isto é: um ótimo juro mais uma especulação cambial favorecendo o real.


Alternativas:

A) Republico of Brazil (Sovereign Bond) com cupom de 12,5%, vencimento em 2016, preço de $114.05, yield de 9,49% (aplicação mínima de R$ 250.000,00). Com esse tamanho de juro, ninguém vai vender ao preço de 100. O vendedor cobra um ágio, reduzindo o yield efetivo para 9,49% (yield do mercado)
B) Australian Dollar Bonds. Vencimento em 2012. Yield 8%


Em ambos os casos a atração é um juro alto. E a especulação é um dólar baixo.

Concluindo, enquanto os Estados Unidos estão com déficit (como percentagem do GPD) em ascensão, e China, Brasil e países árabes querem utilizar suas próprias moedas para reserva e comércio internacional, é difícil ver o dólar valorizar frente a outras moedas.

terça-feira, 23 de junho de 2009

China e Brasil (Parte 2)

Em Beijing, o presidente Lula também disse que o Brasil está interessado em encontrar uma maneira de estabelecer relações comerciais com a China em moedas locais, prescindindo do dólar norte americano no comércio bilateral.
A crise financeira já deixa claro que o papel do dólar na economia global não continuará o mesmo. “Os encontro durante a visita de Lula podem possibilitar o início da criação de um novo sistema mundial de liquidações”, avalia Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC).
O pré-requisito deste esquema de auto-estima da moeda do país é uma forte reserva das moedas mundiais (seja dólar, euro, renminbi, real) e a perspectiva de continuar a gerar superávit no comércio internacional. As minhas perguntas:
- se o Brasil possui um bom estoque de renminbi e a China uma boa reserva de real
- se o volume de importação e exportação entre os dois países está aumentando ou é apenas morno diante da recessão global
Se as siderurgias da China pagam RMB para a Cia Vale do Rio Doce pela importação de minério de ferro, a Cia Vale converte RMB em real com os bancos brasileiros (ou Banco Central). Inversamente, o importador brasileiro abre uma carta de crédito ou faz pagamento para o exportador chinês em real.
Para o sistema funcionar bem, a importação e a exportação entre os dois países devem ser equilibradas. Senão vai se criar uma instabilidade da taxa de câmbio (RMB X real).
Alguém tem que começar a fazer o teste para ver como funciona, quais serão os problemas que vão surgir. Gostaria de me dedicar aos estudos deste novo “modus operandi”.

terça-feira, 16 de junho de 2009

China e Brasil (Parte 1)

Em abril de 2009, a China superou os Estados Unidos como maior parceiro comercial do Brasil. Durante a visita oficial de Lula a Beijing, foram anunciados os seguintes acordos:

A) A concessão à Petrobrás de crédito de US$ 10 bilhões pelo Banco de Desenvolvimento da China (CDB) para financiar investimentos relativos à prospecção de petróleo em águas profundas
B) CDB também concedeu uma linha de crédito de US$ 800 milhões ao BNDES
C) CDB assinou um acordo com o Banco do Brasil, e acertou um financiamento de US$ 100 milhões com o Banco Itaú BBA
D) Investimentos em atividades exploratórias, em busca de minérios, petróleo e outras commodities
E) Investimentos industriais – não há montadoras de automóveis chinesas no Brasil, mas a Cherry anunciou que construirá uma fábrica no Brasil dentro de três anos. E o Brasil vai vender para a China produtos com cada vez mais valor agregado
F) Produtos de consumo – por exemplo, a calçadista Arezzo vai abrir 230 lojas na China. E a exploração de produtos de higiene e beleza
G) Cooperação em agricultura, recursos naturais e tecnologia - a sofisticada tecnologia brasileira de produção de etanol de cana de açúcar seria muito valiosa na China, por exemplo. Enquanto o Brasil pode aprender com a China em áreas como aeroespacial e tecnologia em aviação.

É pelo consenso de que cresce a importância da China no cenário mundial e na economia brasileira que a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil) aproveita a visita oficial de Lula para inaugurar em Beijing o primeiro Centro de Negócios Brasileiros na Ásia.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O governo compra ações?

Entre as diversas propostas de estimular a economia e sair da recessão, uma é sui generis.
Roger Farmer, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, sugeriu que o FED deveria fazer um compra de ações em grande escala para restaurar a confiança do investidor e colocar a economia de volta aos trilhos.
Ele acha que a compra de ações pelo FED seria mais eficaz do que o “déficit spending” do governo Obama. O dinheiro que o governo coloca no bolso do povo via “déficit spending” e corte de imposto não será gasto uma vez que as pessoas se sentem pobres com o prejuízo das bolsas de valores. O FED deveria acertar uma “meta” que a bolsa de valores deveria atingir até um determinado dia, e comprometer-se-ia a comprar ações (via índex funds) até atingir essa meta. A alta da bolsa faria com que o povo se sinta mais rico e consuma mais, e conseqüentemente criaria prosperidade. Simetricamente, o FED deveria vender ações para segurar os preços em tempos de euforia.
Esse tipo de intervenção federal já foi testado antes em Hong Kong, Taiwan e Japão, produzindo resultados desiguais, mas foi creditado em salvar Hong Kong da crise financeira asiática de 1998. “Há muito interesse de outros economistas. Mas leva um bom tempo para popularizar uma nova idéia”.
Pessoalmente, na minha experiência de investidor e consumidor, compro carro e apartamento com a bolsa em alta e fico quietinho com a bolsa em baixa.
Tenho receio de que esse tipo de intervenção do governo não funcionaria no Brasil. Aqui a percentagem da população com portfólio de ações é muito pequeno. O esforço do governo em elevar os preços das ações para estimular o consumo produziria um efeito muito limitado.

terça-feira, 2 de junho de 2009

“Voucher”

Para combater a recessão global, os governos da Ásia estão distribuindo “vouchers” à população para estimular o consumo. O “voucher” vale como dinheiro, como o nosso “vale refeição”, que o povo pode gastar em compras, em restaurantes.
Hangzhou, Nanjing, Ningbo e outras cidades da China estão dando cupons de até 30 dólares para os cidadãos locais. Tailândia está mandando cheques equivalentes $58 para mais do que 10 milhões de trabalhadores de baixa renda. Japão distribuiu $130 – $200 a cada cidadão totalizando $20 bilhões.
Em Taiwan, o programa de $2,5 bilhões oferece “voucher” de $108 para 23 milhões de residentes da ilha que pode ser gasto como “cash”, porém tem que ser gasto até o final do ano.
Tradicionalmente, os governos da Ásia incentivam o povo a poupar ao invés de consumir. Desta vez os governos fizeram exatamente o contrário. Dançar conforme a música!
Estas medidas não vão mudar o hábito do povo asiático de poupar em vez de consumir. Mas os economistas acham que a generosidade dos governos deve produzir alguns efeitos. Embora as medidas temporárias não criem prosperidade, pelo menos podem retardar a recessão, aguardando a tempestade passar nos Estados Unidos e na Europa.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Prognósticos de Itaú Securities *

Itaú Securities divulgou os prognósticos para a próxima semana (18 a 22 de maio):

Taxa de desemprego: aumento de 9% para 9.2%

IPCA-15: aumento de 0,36% para 0,53% em maio, provocado pela alta de preços de remédios e cigarros. IPCA no fim do ano atingirá 4%

PIB: trimestral – alteração na previsão de -1,7% para -2%
anual – -1,6% para o ano de 2009

Todos estes cenários tornam a política monetária mais confortável. Com a queda da produção e do emprego, e pouca preocupação com a inflação, as autoridades monetárias têm amplo espaço para continuar cortando o juro. Mantemos a previsão de corte de 1% em junho, e 0,5% em julho. Selic será de 8,75% no final do ano.
xxx
Na minha opinião, Selic de 8,75% ainda é muito exagerado para uma inflação de 4% para o ano. Selic de 6 a 6,5% seria mais razoável para estimular as atividades da economia.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Cash by phone

Um dos meus cartões de crédito me fez uma oferta de Cash by phone:
O cash by phone é uma linha especial de crédito que você pode solicitar pelo telefone. É a maneira mais rápida de ter crédito em conta para usar quando e como quiser.
Além de oferecer uma taxa especial de 3,5% ao mês e 15 parcelas fixas para pagar, o cash by phone é:

- Sem burocracia. Basta um simples telefonema
- Fácil. Você não precisa explicar o motivo da solicitação
- Rápido. O valor é depositado diretamente em sua conta corrente

Compare e veja com o cash by phone oferece ainda mais vantagens (simulação para o valor de R$ 5.000,00 em 15 parcelas fixas):

Cash by phone/Cheque especial

Taxa mensal 3,5% / 9,18%
Parcela mensal R$ 434,12 / R$ 626,90
Custo efetivo anual 56,05% / 187,07%

No fim de abril de 2009, o Banco Central baixou a taxa Selic de 11,25% para 10,25%. Em comparação, o juro pelo cash by phone é 5,5 vezes mais caro. A não ser em caso de hospitalização ou cirurgia, de vida ou morte, ninguém deve solicitar cash pagando juro anual de 56%. O juro do cartão de crédito, e o juro sobre juro, acabam empurrando o devedor par ao abismo e para a “bankrupcy” (bancarrota) em qualquer parte do mundo, e mais rapidamente no nosso Brasil.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dólar X Real

Em novembro de 2007, escrevi um artigo neste blog chamado “Carry Trade”. O investidor/especulador toma dinheiro emprestado em uma moeda que cobra juro baixo (Singapure dólar, Taiwan dólar, Japanês Yen) e aplica em uma moeda que paga juro alto (New Zeland dólar, Real brasileiro) e embolsa a diferença. Esta operação é chamada de “carry trade”.
Agora os investidores estrangeiros se prepararam para ficar “vendidos” em dólar futuro na BM&F, sinal de que podem ser retomadas as operações de carry trade. Elas consistem na tomada de empréstimos em dólar a juro muito baixo e posterior aplicação em real, recebendo-se o maior juro real do mundo. Além disso, eles ganham mais ainda se o real valorizar-se perante o dólar daqui para frente (se o real se recuperar após uma desvalorização drástica de 31%, de R$ 1,50 para R$ 2,20 por dólar).

terça-feira, 5 de maio de 2009

O preço do combustível


A Fundação Getúlio Vargas (FGV) recentemente divulgou os dados sobre inflação (aliás, deflação) no Brasil.

março/09 vs. abril/09

Índice Geral de Preços 10........ -0,31% /-0,71%
(IGP-10)

Índice de Preços por Atacado.... -0,57% /-1,23%
(IPA)

O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
Segundo FGV, no acumulado do ano, o indicador diminuiu 1,33%. Nos 12 meses encerrados em abril, contudo, o indicador teve 5,74% de aumento. Inflação nos 12 meses, deflação nos últimos 4 meses. A trajetória indica tendência deflacionária.
Isso ainda sem contar com a queda do preço da gasolina e diesel que a Petrobrás deve anunciar a qualquer momento.
A queda dos preços dos combustíveis é a contribuição da Petrobrás e do governo para a economia da nação e o bem estar do povo.
A queda do preço do combustível derruba mais a inflação e, conseqüentemente, o juro. Lembre-se de que o juro não é alto, é simplesmente um absurdo!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Reposição de estoques

As usinas chinesas elevaram a produção de aço de dezembro de 2008 a fevereiro de 2009, com a recuperação dos preços em antecipação à demanda gerada pelo pacote de incentivo do governo chinês, de 4 trilhões de yuans (US$ 588 bilhões), o que aumentou as encomendas de minério de ferro, a principal matéria prima da siderurgia. Os volumes de minério de ferro importados pela China subiram para o recorde de 51 milhões de toneladas em março.
Após um longo período de recessão, as siderurgias chinesas terão, finalmente, que repor os estoques de matéria prima. Isto é típico do business cycles. Na recessão a demanda menor por aço provoca diminuição de consumo e de importação de minério. Como o governo precisa dar emprego, estimular a construção de moradias e infra-estrutura, e incentivar a produção em geral, do ferro e aço em particular, o aumento de importação de minério de ferro é inevitável.
No outro lado do globo, o Brasil passa pelo mesmo cenário. Para evitar uma recessão, o governo Lula criou planos de estímulo à economia. A redução de IPI e de juro impulsiona a venda de automóveis. Investimentos em infra-estrutura e um milhão de casas elevam a perspectiva de aumento de demanda pelos produtos siderúrgicos. Como a bolsa reflete mais a perspectiva do que a realidade, veja o avanço das ações de siderurgia:

cotação mínima /cotação em 06 de abril 2009

Gerdau (GGBR4) 10.27 / 14.16
Usiminas (USIM) 5 7.74 / 30.97
Sid. Nacional (CSNA3) 18.66 / 36.30

E, sem dúvida, Vale do Rio Doce, vai de carona. O aumento
na venda de produtos siderúrgicos obriga a reposição de estoques de minério de ferro. E conseqüentemente, uma melhoria do preço.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Países Desenvolvidos e Emergentes

Os economistas estão projetando o crescimento da economia comparando os desenvolvidos e os emergentes.

desenvolvidos/variação do PIB em 2008 /estimativa para 2009

Estados Unidos/+0.6%/ -1.6%
Japão/ +0.5%/ -0.1%
Alemanha /+1.3%/ -2.4%
Grã-Bretanha /+0.7%/ -3.6%
Canadá /+0.6% /-1.6%

BRIC (emergentes)/variação do PIB em 2008/estimativa para 2009

Brasil /+5.1% /+2.0%
Rússia /+6.0%/+3.0%
Índia /+6.3% /+5.8%
China /+9.4% /+7.5%

Em 2008, os PIBs dos países emergentes cresceram mais do que os PIBs dos desenvolvidos. Em 2009, os desenvolvidos retrocederão para o território negativo, enquanto os emergentes continuarão a crescer, embora em ritmo menor do que em 2008.
Mark Mobius, da Templeton Asset Management disse que a próxima escalada do mercado altista começou e existem pechinchas em todo o mercado emergente, depois da queda recorde das ações. O índice MSCI de Mercados Emergentes deu um salto de 26% desde a sua baixa recorde de quatro anos (em 27 de outubro de 2008), superando a queda de 4.2% do índice MSCI Mundial e a retração de 9.5% do SP 500 no mesmo período. Os emergentes foram responsáveis pelos 10 índices referenciais de melhor desempenho este ano, encabeçados pela alta de 28% do Índice Composto Shanghai. Mark Mobius está otimista: “Agora estamos consolidando as bases do próximo mercado altista.” Ele previu corretamente, em dezembro do ano passado, que os mercados emergentes se recuperariam antes dos países desenvolvidos.
Dos países emergentes, esqueça a Rússia, Índia e China. Concentre-se no Brasil. Onde você vai achar outro país que tem juro real daquele tamanho, que deverá ser reajustado para baixo nos próximos dois anos?
Das quatro crianças brincando no pátio, sempre o seu próprio filho é o mais bonito.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Petrobrás – Investimento até 2013


O plano de investimento da Petrobrás até 2013 é de US$ 174,4 bilhões, nas seguintes áreas de negócio:

Em US$ B
Exploração e produção 104.6
Abastecimento 43.4
Gás e energia 11.8
Petroquímica 5.6
Distribuição/bicombustível 9.0
____
174.4

Somente neste ano, em meio à crise econômica mundial, a Petrobrás vai investir US$ 28.6 bilhões. Deste total, a estatal planeja captar US$ 18.1 bilhões:

Em US$ B
BNDES 11.9
Bancos
(nacionais e internacionais) 5.0
Mercado 1.2
____
18.1

Para o plano qüinqüenal, conforme Gabrielli, os cálculos de viabilidade são baseados numa cotação média do barril de US$ 42. (Hoje, 25/02/2009, o petróleo é cotado a US$ 40 por barril, em NY).
Para analistas, a expressiva ampliação dos investimentos em plena crise financeira global é uma sinalização de que o governo Lula usará a estatal como instrumento que se somará a outras ações para minimizar os efeitos da desaceleração econômica. Em outras palavras, o governo Lula quer mostrar confiança e otimismo para o povo e o mundo.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Empréstimo do Brasil ao FMI

Na reunião do G-20 que terminou em 3 de abril de 2009, em Londres, o presidente Lula declarou: “Gostaria de entrar para a história como o presidente que emprestou alguns reais ao FMI.” O gesto é, claro, político. Mas a declaração não deixa de mostrar que o Brasil está em condição de ser “o lender” ao invés de “o borrower” do FMI, como antigamente.
“A contribuição do Brasil será na forma de empréstimos (ao FMI) que não diminuam nossas reservas“ e “que serão concedidos a países pobres, sobretudo, da América Latina”, afirmou Lula, “Foi a primeira reunião de que participei na qual os países desenvolvidos estiveram em igualdade de condições com os países em desenvolvimento.”
No ano passado, o Brasil foi classificado pelos international rating agencies como “investment grade”. Agora, no início do 2º trimestre de 2009, o Brasil já está em condição de ser o credor em vez de devedor do FMI. Aleluia,
viva o Brasil!
Enquanto o mundo torce pelo Brasil, o mercado financeiro mundial já reflete o progresso do Brasil. Ultimamente as ações brasileiras (ADRs) vêm se recuperando melhor do que as ADRs européias e asiáticas. O Templeton Emerging Market Fund (EMF), de fim de fevereiro até esta data (3/4/2009) já subiu 27%. Os papéis brasileiros que fazem parte do EMF contribuíram decisivamente para este belo desempenho.