quarta-feira, 22 de maio de 2013

O mundo comprou da China nos últimos 20 anos, e o mundo vai vender para a China nos próximos 20 anos.


O comércio mundial com a China é como os jogos de pôquer ou de majong. Quando todas as fichas ficam com um jogador, o jogo não pode continuar. Devido à mão de obra barata, a China exporta tudo para o resto do mundo, acumulando quase um trilhão de dólares em reservas que estão aplicadas em debêntures americanas (treasury bonds), rendendo juros e financiando o déficit americano. O bolo cresce mais com o juro composto e o estado compra mais bonds americanos.

O que adianta o estado ficar rico e o povo continuar pobre? Nos últimos anos, a China acordou e mudou a meta, de priorizar a exportação para o consumo interno, elevando o padrão de vida do povo. Interiorizar a manufatura e o consumo, diminuindo o “gap” entre o leste e o oeste da China. “Interiorizar” também porque a mão de obra nas províncias da costa leste não é mais barata como antes.

Gradualmente a China está mudando de economia de produção para a economia de consumo (keynesiano), e como o povo agora tem mais dinheiro está se criando mais procura por bens e serviços. O mundo está preparado para vender para a China nos próximos 20 anos. Afinal de contas, a China será o maior mercado de consumo do mundo.

O Brasil está preparado para invadir o grande mercado da China?

As empresas que já estão exportando para China, como Marcopolo, Embraer, Azaléia, devem criar “uma cooperativa de exportadores para China” junto com as empresas que pretendem iniciar as exportações para trocar idéias e experiências sobre estratégias, legislações, tarifas, incentivos e facilidades cambiais (por exemplo, o pagamento pode ser feito em renminbi, real ou dólar). Quem sabe a Presidenta Dilma pode criar um novo ministério de Intercâmbio Brasil – China para incentivar e incrementar o comércio bilateral entre os dois países.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Só temos notícias de violência!


Ultimamente fiquei frustrado vendo as notícias de jornais, televisão e websites: guerra civil na Síria, matança em escola no Texas, etc. No Brasil, o Jornal da Globo e outros canais só divulgam notícias sangrentas, ladrões que explodem e saqueiam caixas eletrônicos dos bancos, assaltantes que matam taxistas, balas perdidas que atingem crianças. Ou roubos de todos os tipos: dos roubos cotidianos até os “mensalões” dos deputados no Congresso. E, pior ainda, ninguém é punido ou preso. Mesmo presos, os ladrões são soltos em poucos dias por falta de espaço nas prisões. Que país é esse, Brasil?

Antes de a revolução comunista tomar conta da China, em 1949, eu fui estudar nos Estados Unidos, e depois escolhi o Brasil para morar o resto da minha vida. 60 anos depois, a China, embora ainda comunista no nome, virou uma economia de mercado e o povo vive com tranqüilidade. É proibido o povo possuir armas, e há pena de morte para assaltos, seqüestros e matanças. Em contraste, armas são permitidas no Brasil e não há pena de morte. Muitas vezes eu me pergunto se eu não escolhi o país errado!

Diariamente há tantas notícias de violência, assaltos e matanças que tenho vontade de desligar a televisão na hora do jantar. Trocar para um canal de filmes? Infelizmente os filmes de hoje também só tem bang, bang, bang! Será que os filmes de violência induzem a mais violência na vida real da sociedade brasileira?

Para as minhas horas de lazer, só vou assistir canais de esportes: futebol, basquete e tênis. Dvds de música clássica: concertos, sinfonias e óperas. E quando tiver inspiração, escrever um artigo para o meu blog.

terça-feira, 19 de março de 2013

Economia Global


Embalada por dados econômicos da China e dos Estados Unidos, o Dow Jones, em 8 de março de 2013, teve alta pela sexta vez, superando o recorde pela quarta vez seguida, com ganho de 11,3% em 2013. A Nasdaq também alcança novo recorde histórico. A criação de 236 mil novos empregos nos Estados Unidos e o crescimento de 20% nas exportações na China em fevereiro são notícias otimistas para as bolsas do mundo.

A bolsa de Tóquio subiu 2,64%, e o índice Nikkei tocou no maior nível desde 10 de setembro de 2008. A revisão do PIB do quarto trimestre de 2012 mostrou alta de 0,2%, portanto, o Japão saiu tecnicamente da recessão.

A declaração do novo Poliburo da China de combater a corrupção e a ineficiência, a manutenção da política monetária de “easy money” para investimento na infra-estrutura e o recente entendimento entre a China e os Estados Unidos em condenar a ameaça de mísseis nucleares da Coréia do Norte, impulsionaram a bolsa de Shanghai para cima. E as bolsas da Ásia, Índia, Indonésia, Filipinas, Singapura e Coréia do Sul subiram todas em conjunto.

Na América Latina, o destaque é o México. The México Fundo (MXF), composto pelas ações mais importantes do México, negociado na NYSE em dólar, subiu 33% (de $26,75 em fim de novembro de 2012 para $35,62 em 15 de março de 2013). A cotação ficou com um prêmio de 9,13% acima da NAV (Net Asset Value), uma performance inédita nos últimos anos. Isto reflete um grande otimismo após a eleição de Enrique Nieto que advoga transformar a PEMEX (Petróleo México), de monopólio estatal, em companhia aberta com participações das grandes empresas petrolíferas internacionais. Além disso, as multinacionais americanas (GE, GM, Nissan, etc) estão mudando as operações de manufatura da China para o México (“Made in China” para “Hecho no México”). Agora a mão de obra é tão barata quanto à da China, e o custo de transporte terrestre do México para os Estados Unidos é um terço do frete transoceânico da China para a América.

A economia global está mais otimista com a economia de mercado e menos intervenção dos governos. E o Brasil? Quando o governo brasileiro vai acordar e seguir o caminho que os outros países do mundo estão trilhando?

terça-feira, 12 de março de 2013

Petrobrás e petróleo



Na semana passada (4 a 8 de março) a Bovespa subiu 2,7%, revertendo diversas semanas de queda. A surpresa foi Petrobrás que, de repente, subiu 14,5% (PN) e 21% (ON) em dois dias (6 e 7 de março). Até hoje, ninguém soube explicar o porquê. A alta do preço do diesel? Talvez o preço do papel estivesse barato demais depois de dois anos de queda. Estou sofrendo um grande prejuízo com a subscrição da PN a R$ 26, em setembro de 2010. O papel teve queda livre desde que o governo usou e abusou da Petrobrás como instrumento para frear a taxa de inflação. O momento de comprar Petrobrás seria quando o preço internacional do petróleo cair de $90 para $60 por barril (o custo cair um terço) e a empresa não for obrigada a baixar os preços da gasolina e do diesel. A lógica é: quando o preço internacional do petróleo sobe, os preços dos derivativos não são permitidos a subir de acordo. Daí, quando o preço internacional cair, o governo não poderá obrigar a Petrobrás a baixar os preços da gasolina e do diesel.

Alguém pode pensar que minha especulação de que o preço do petróleo possa cair de $ 90 para $ 60 por barril seja o meu “day dream”. Quem sabe? O preço do petróleo, como qualquer commodity, é imprevisível. Se nos últimos anos o preço subiu de $30 para $90, não é razoável que retroceda um terço, para $60?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Baby escutando Mozart


A BBC recentemente noticiou a descoberta de que os bebês que escutam músicas de Mozart crescem com mais inteligência na vida. Ao lado do artigo tem um foto de um bebê deitado num carrinho, dormindo com fones de ouvido, escutando e curtindo a música de Mozart.

Eu escuto música clássica o dia todo. Mozart é o meu favorito. Suave, melódica, harmoniosa e relaxante para o corpo e a alma. Neste momento, só tenho pensamentos positivos. Não me arrependo de nada, nem consigo odiar ninguém. Tudo numa boa. A vida é de uma beleza eterna.

Em 1949 estudei no St. Vicent College, Latrobe, PA. Um colega de faculdade que estudava música me introduziu na musica clássica. Bach, Beethoven, Brahms e Mozart. Piano e concertos de violino, sinfonias. Um segredo: a música pode não ser tão gostosa quando se ouve pela primeira vez, mas escutando repetidamente vai ficando cada vez mais bela. A música é comparável à amizade: o primeiro contato com outra pessoa é apenas um encontro. Amizade se cultiva com anos de convivência.

Todos os domingos almoçamos com a família do Patrick, meu neto. Ele vem com a esposa e duas filhas, Ângela e Verônica. Ângela tem 3 anos, e Verônica, 10 meses. Verônica me faz lembrar a foto do bebê no carrinho, com os fones de ouvido, escutando Mozart. No próximo aniversário da bisneta vou dar de presente um CD de Mozart. Ela já é inteligente, mas vai ficar mais inteligente ainda.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Manufaturar “offshore”?



Jack Welch, quando era CEO da General Eletric, falou em 1998: “Idealmente, você deve instalar sua fábrica em cima de um navio para movimentar de acordo com a mudança em moeda e economia”. Welch, o pioneiro de “offshoring”, montou o primeiro offshore service center em Gurgaon, no subúrbio de Delhi, Índia.

Agora, a linha de pensamento da GE se reverteu. Jeff Immelt, sucessor de Welch, chamou outsourcing “modelo de ontem”. Ele retornou a produção de frigideiras, máquinas de lavar e aquecedores, da China para Kentucky. Ele manda de volta para casa IT Work (Internet technology) e emprega centenas de engenheiros de TI num novo centro em Michigan. GE não está sozinha. Trazer empregos de volta para o primeiro mundo está hoje tão na moda quanto foi mandar empregos para a China há uma década.

Mês que vem, a América vai começar a manufaturar computadores em larga escala quando a Lenovo, chinesa e gigante, relançará a produção do IBM Think-Pad notebooks e desktops PCs na Carolina do Norte. Foxcomm, de Taiwan, fabricante de gadgets eletrônicos vai expandir na América. General Motors planeja mudar a maioria de sua produção TI da Índia de volta para Detroit.

A decisão de trazer empregos de volta para casa pode ser política, mas o incentivo fundamental é econômico. Primeiro, a manufatura se torna cada vez mais automatizada, então a mão de obra constitui uma fatia de custo cada vez mais decrescente. Segundo, para os negócios que dependem muito de mão de obra, o custo da mão de obra acelerou nos paises pobres. Salários dos trabalhadores chineses subiram 20% por ano, mais do que a produtividade. Ademais, o fortalecimento da moeda chinesa exerce mais pressão sobre o custo. E o custo crescente de transporte oceânico de produtos manufaturados da China para a América é mais um peso.

Os consultores internacionais admitem que em 2015, o custo de manufatura para empresas americanas será igual na China e na América. As vantagens de “outsourcing services” também estão caindo. A diferença de custo de um “software programmer” indiano e um americano cairá para menos de 20% em 2015.

Há sugestões e especulações de que em vez de “outsourcing” manufatura na China (e Ásia) e software programming na Índia, as empresas americanas devem procurar as oportunidades na vizinhança. México, além de ser sócio fundador da NAFTA (North América Free Trade Association) com isenção ou redução das tarifas de importação, a mão de obra é mais barata, e o transporte menos custoso.


Alguém acredita que, logo os produtos vendidos no varejo americano serão etiquetados “Hecho em México” em vez de “Made in China”.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

As bolsas do mundo em 2012

The Economist publicou na edição de 15/12/2012 o desempenho das bolsas do mundo (12/12/2012 sobre 31/12/2012):

BRIC
PAIS / EM MOEDA LOCAL / EM $

Brasil / + 4.8% / - 6,1% (desvalorização do real)

Rússia / + 3,8% / + 9%

Índia / + 25,2% / + 22,6%

China / - 5,3% / - 4,7%



EUROPA
PAIS / EM MOEDA LOCAL / EM $
Espanha / - 6,2% / - 5,8%

Grécia / + 28,3% / + 28,9%

Alemanha / + 29,1% / + 29,7%

Polônia / + 24,3 % / + 35,8%



ÁSIA
PAIS / EM MOEDA LOCAL / EM $

Turquia / + 51 % / + 60,2 %

Hong Kong / + 22,1 % / + 22,3 %

Pakistan / + 47,6 % / + 36,5 %

Singapore / + 18,7% / + 26,1 %

Korea / + 8,2% / + 15,9 %

Tailândia / + 32,1% / + 36,1%

Japan / + 13,3 % / + 5,1 %



ECONOMIAS AVANÇADAS
PAIS / EM MOEDA LOCAL / EM $

Inglaterra / + 6,7% / + 10,7%

Canadá / + 3.3 % / + 6,8 %

U.S.A. (Dow Jones) / + 8,4 % / 8,4 %

(S& P 500) / + 13,6 % / 13,6 %

(Nasdaq) / + 15,7 % / 15,7 %


Entre os países com desempenho negativo, o Brasil foi o pior de todos. Petrobrás foi usada e abusada pelo governo como instrumento para baixar a inflação; Vale sofreu com a queda do preço do minério e de exportações para a China. As siderurgias perderam competitividade. E, acima de tudo, a desvalorização do real empurrou a bolsa para o campo negativo (medido em dólar).

A Europa recuperou-se no final do ano. Até a Grécia subiu 29% (de um patamar bem reduzido). A surpresa foi a Polônia com alta de 35,8%, bolsa que poucos investidores acompanham.

Na Ásia, os emergentes subiram bem, como Turquia, Pakistan e Tailândia. Japan subiu pouco, como os outros países avançados: Inglaterra, Canadá e Estados Unidos. As altas do primeiro mundo foram modestas e razoáveis, acima das taxas de juro negligíveis.

Não adianta correr atrás da Turquia, Pakistan ou Tailândia. “Past performance does not guarantee future performance”. Bem casado ou mal casado, estou casado com o Brasil.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Autocrítica - ano 2012

No ano passado fiz muitas besteiras na administração de minha carteira de ações.

Em vez de segurar Ambev ON e Souza Cruz ON, realizei lucro. Em vez de realizar prejuízos sobre CSN, Usiminas, Vale e Petrobrás, segurei estes papeis ate hoje.

Em teoria, é fácil falar: “deixar subir os papéis que estão subindo, e liquidar os que estão caindo (ou colocar stop loss para limitar os prejuízos)”. Na prática, a psicologia é outra: não conseguir resistir à tentação de realizar lucro de quase 100%, e sentir dor demais para realizar prejuízo de 50%.

Não adianta chorar sobre o leite derramado. Vou procurar melhorar a performance dos anos vindouros.

Desejo um feliz ano novo para todos os meus amigos investidores.



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Ambev ON (AMBV3)

Em 10 de dezembro, 2012, Ambev anunciou que as ações preferenciais da empresa (AMBV4) vão deixar de existir, e serão trocadas por ações ordinárias (AMBV3) na base de uma para uma.

Durante os anos, AMBV3 sempre foi cotada com um desconto de 12% a 13% em relação as preferenciais, enquanto as ações ordinárias de Petrobras e Vale são negociadas com um ágio em relação as ações preferenciais. A explicação de que o papel ordinário de Ambev é menos liquido do que a ação preferencial não é convincente. Porque as ações ordinárias da Petrobras e Vale gozam de um ágio sobre as preferenciais, embora as ordinárias tenham menos volume de negociação do que as preferenciais?

Diante da noticia de equiparação dos dois tipos, na segunda-feira, 10 de dezembro, AMBV3 subiu 10%, e AMBV4 caiu 1,65%.

Nos últimos anos, sempre tenho recomendado os papéis de Souza Cruz e Ambev (carteira de vícios). Souza Cruz só possui ações ordinárias. Ambev, escolho ações ordinárias porque não me conformo com o desconto. Hoje, finalmente, é meu dia de vingança!



terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pensão Geriátrica

Entre amigos discutimos as opções de viver na velhice.

Para quem tem muitos filhos, tentar morar dois meses na casa de um filho e dois meses na de outro, num sistema rotativo. É mais tranqüilo viver com a sua filha. O genro não reclama tanto. Morar com filho é mais problemático. A nora não reclama para ti, mas reclama para o seu filho que, com a sua estadia, começa uma vida doméstica infernal. A nora que sinceramente acha os sogros bem-vindos merece o Prêmio Nobel da Paz. Eu e a minha esposa já desistimos desta opção. No way!

Viajar de cruzeiro? Cruzeiros de 5 estrelas oferecem world cruise de 60 a 90 dias. Uma suíte confortável, cinco refeições por dia, cinemas, shows e cassino. Mas após o desembarque, para onde vamos?
Enfim temos de pensar em mudar para uma pensão geriátrica.
A) vender a casa – livramo-nos das revisões e consertos descritos no artigo anterior

B) vender os automóveis

C) na pensão geriátrica, têm médicos e enfermeiras que cuidam da sua saúde

D) vender todos os investimentos, dividir entre os filhos e guardar uma parte rendendo juros para o resto da vida
Não é agradável a perspectiva dos últimos anos de vida, mas é o caminho que ninguém conseguiria evitar.





terça-feira, 13 de novembro de 2012

Revisões

Com 81 anos de idade, aposentado, ocupa-me e preocupa-me uma série de revisões:

a) A casa: sistema de alarme (semestralmente); elevador (bimensal); água quente/frio e reservatório; piscina (limpeza semanal); força e luz (inclusive troca de lâmpadas); aparelhos audiovisuais e TV (é cansativo chamar a NET para os consertos); e computador (assistência técnica). Não paro de emitir cheques para pagar os serviços, além dos débitos automáticos na conta bancária.

O problema é que a gente quer tudo. Três TVs, home theater, etc. Eu e minha esposa não conseguimos chegar a uma conclusão de como simplificar a vida.

b) Automóveis: revisões semestrais, além de consertos, troca de peças e pneus;

c) Saúde: dentista-limpeza e revisão de implante e prótese; oftalmologista-revisão semestral, precisa de cirurgia para catarata? Dermatologista- revisão anual; otorrino-gripe, rinite, bronquite. Após os testes o médico chegou à conclusão de que preciso de aparelho auditivo.

Na semana passada fiz cinco revisões (exames) uma após a outra: sangue, ecografia abdominal, vascular, ecocardiograma e holter 24 horas. Uma semana muito cansativa. O consolo foi que todos os exames apresentaram-se normais.

d) portfólio de investimento: manter uma posição equilibrada entre ações e aplicações financeiras. É preciso ganhar dinheiro para custear todas as revisões citadas.

No próximo artigo deste blog vou apresentar algumas soluções para o problema da velhice.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Bebida e Fumo

 Uma demonstração de desempenho das ações de vícios (bebidas e fumo) dos últimos três anos
O cálculo de valorização não inclui os dividendos pagos no período.

BRASIL
BEBIDA
Ambev ON
28/9/2009 a 28/9/2012
R$ 64,29/R$ 25 = 157%

INTERNACIONAL
BEBIDA
Diageo
28/9/2009 a 28/9/2012
$112.73/$ 61.50 = 83%


BRASIL
FUMO
Souza Cruz ON
28/9/2009 a 28/9/2012
R$ 27,50/R$ 11,30 = 143%


INTERNACIONAL
FUMO
28/9/2009 a 28/9/2012
Philip Morris
$89.94/$ 48.74 = 84%


Nos meus artigos anteriores, sempre defendi estes dois setores de vícios que não sofrem com a recessão. Ao contrário, os consumidores bebem e fumam mais na recessão. As quatro ações citadas são quase monopolistas. Ademais elas distribuem ótimos dividendos após contribuir com altos impostos para os cofres do governo. Apesar das campanhas de Proibido Fumar e Se Beber não Dirija, os 190 paises do mundo dizem “Bem-vinda” às empresas Diageo e Philip Morris. Que ironia!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Privatizar para prosperar

Para acelerar o crescimento econômico, a Presidente Dilma Rousseff tem abandonado a doutrina do Partido Trabalhista a favor de abrir a infraestrutura do país para a administração privada. Ela também adotou uma agenda com apoio das indústrias no sentido de cortar os custos de produção.

A nova política é uma mudança de incentivos do consumo para a competitividade e investimento privado, especialmente para as indústrias locais que perderam o mercado para as importações baratas. Com a queda da demanda mundial por commodities, baixo investimento e dívidas crescentes da população, o Brasil, que teve um crescimento de 7,5% em 2010, deve crescer, este ano, menos do que o Japão e os Estados Unidos.

No mês passado, a Presidente Dilma anunciou corte de imposto sobre salários, redução de tarifas de energia e ofertas de licenças para companhias privadas para construir e operar estradas e ferrovias, portos e aeroportos.

Apesar da impopularidade de oferecer o controle de patrimônio público para o setor privado, ela pode conseguir bilhões de dólares em capital de investimento para modernizar e reviver a infraestrutura sem aumento de impostos.

Durante a administração do Presidente Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2002, o PT criticou a privatização dos setores de transportes e de telecomunicações. Mas em fevereiro, Dilma concedeu licenças para companhias privadas para construir e operar os terminais de aeroportos em São Paulo e Brasília, acabando com o monopólio estatal. “Ela é uma pragmatista, ultrapassando a linha ideológica. O Brasil se beneficiará do know-how de companhias privadas em administrar aeroportos, portos e outros setores de infraestrutura”, comentou Enestor dos Santos, economista sênior do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria.

O Brasil, urgentemente, precisa consertar sua infraestrutura, bem como construir novas estradas e portos. Estradas de via única, congestionadas e cheias de buracos fazem com que o transporte de carga custe 40% a mais do que nos Estados Unidos. Energia ao preço de 330 reais ($ 163) por megawatt/hora é o quarto mais alto do mundo. Em julho, chuvas, greves e equipamentos inadequados criaram congestionamentos de mais de 100 navios ancorados no porto de Paranaguá, o principal porto de escoamento dos produtos agrícolas destinados para exportação. Alguns navios ficaram na fila por mais de um mês.

O Brasil figura em 126º lugar, em uma lista de 183 países, no último índice do Banco Mundial sobre facilidade de fazer negócios, atrás de Uganda e Suazilândia.

Os líderes da indústria concordam que a remoção desses gargalos é essencial para reacender o crescimento econômico que caiu de 2,7% em 2011 para 1,57% este ano. Para remediar a queda de crescimento e a conseqüente queda das receitas, o governo espera que as licenças para as empresas privadas para construir e operar 10.000 quilômetros de estrada de ferro e 7.500 quilômetros de estrada atraia 80 bilhões de reais em investimentos nos próximos 5 anos.

Apesar da privatização a sociedade brasileira continua sentindo a força do governo na administração da economia. O governo aumentou as tarifas de importação para proteger a indústria nacional; pressionou os bancos para baixar os juros; e forçou as companhias de energia elétrica a reduzir as tarifas em troca de renovação de concessões.

Paulo Vieira da Cunha, da companhia de investimento Tandem Global Partners disse: “Isso é uma agenda positiva, é um avanço, mas não é liberalização. O que o governo procura é um modelo eficiente de desenvolvimento liderado pelo estado”. Dilma já demonstrou a força de seu punho no governo. Adam Smith pregava a “invisible hand” do mercado. Paciência, meus amigos brasileiros. Passo a passo, vamos chegar lá.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Tarifas de energia

Em prosseguimento ao anúncio do governo de cortar as tarifas de energia em 2013, o governo fixou a data de 5 de fevereiro para começar a valer a redução de 20,2% do custo médio da energia no país. Para os consumidores residenciais a redução prevista será de 16,2%. O abatimento na conta das indústrias varia de 19,4% a 28%.

A redução da tarifa abre caminho para diminuir os custos de produção e melhorar a competitividade das fábricas, além de deixar mais renda na mão dos consumidores e contribuir para frear a inflação. Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Industria (CNI), defendeu que os empresários repassem a diminuição do custo ao preço final dos produtos. “Certamente a sociedade será muito beneficiada”.
Projeções da CNI indicam que a medida fará o custo de produção da indústria cair de 2% a 4% no país.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também confirmou que revisará ainda no primeiro semestre as tarifas de todas as distribuidoras, inclusive as que não estão incluídas no pacote da renovação das concessões.
As novas tarifas de geração e transmissão significarão um desafio para a CEEE (Rio Grande do Sul), confirmou o presidente do grupo, Sérgio Dias. O impacto dos preços menores recairá sobre CEEE – GT (geração e transmissão). “Teremos de estar mais focados nos custos de operação e manutenção. Até agora olhávamos mais a comercialização”.
A CEEE – D (distribuidora) também passará pela renovação de concessões, mas será afetada porque apenas repassará os preços e pode ainda se beneficiar de um aumento de consumo.
Em conclusão, as companhias de energia, geração, transmissão, distribuição, diante da queda das tarifas, terão que baixar os custos e aumentar a eficiência. Um aplauso e um voto de confiança para a Presidente Dilma e seu governo.









terça-feira, 18 de setembro de 2012

QE3

A Bovespa teve a melhor semana (10 a 14 de setembro) do ano 2012, com uma valorização de 6,5%, e de 9,4% acumulado no ano.



Na quinta-feira (13 de setembro) a Bovespa subiu 3,4% por conta da decisão do Federal Reserve, o banco central americano, de elevar para US$ 40 bilhões a compra mensal de títulos imobiliários em poder do sistema bancário. O FED também anunciou que manterá as taxas de juro em nível próximo de zero até meados de 2015, seis meses a mais que o previsto. Nos últimos seis pregões, a Bovespa avançou 10,2%, superando com folga a taxa básica de 7,5% - base na definição de rendimento anual das aplicações financeiras de renda fixa.


Nos últimos dois dias (13 e 14 de setembro), a perspectiva de quantitative easing (QE3) do FED fez subir todas as bolsas do mundo. O governo brasileiro anunciou o seu “relaxamento quantitativo”, injetando mais liquidez na economia, contribuindo para o aumento de consumo e nível de emprego. O governo, além de cortar a taxa de juro, vai cortar a tarifa de energia elétrica para consumidores e industrias a partir de 2013. A inflação menor induz a taxa de juro menor, num ciclo virtuoso.