segunda-feira, 11 de junho de 2007

Ações de vício (1ª parte)

Souza Cruz e Ambev continuam empenhadas e reduzir os custos:
A Souza Cruz fabrica todos os componentes do cigarro: papel de cigarro, papel de embalagem, filtro e fumo contratado com os fumicultores na região de Santa Cruz, no Rio Grande do Sul.
Na semana passada, Ambev anunciou a nova fábrica de garrafas de vidro, com capacidade de produção de 450 milhões de garrafas/ano.
Custos de distribuição: cogita-se uma aliança entre Souza Cruz e Ambev para a distribuição em conjunto dos seus produtos aos clientes (bares e restaurantes), reduzindo a frota de veículos, gasolina, motoristas, entregadores, etc.
Ademais, fumo e bebida são antidepressivos. As pessoas deprimidas fumam e bebem mais; também são antirecessivos. As vendas não diminuíram em uma economia recessiva, como aconteceu com roupas, eletrodomésticos, etc. As duas ações acima mencionadas se defendem melhor num mercado em queda.

5 comentários:

Fernando disse...

Restrições à propaganda e o combate cada vez maior ao consumo de seus produtos não prejudica o futuro dessas empresas?

Bruno Costa disse...

A questão é: duas empresas de grande porte juntas numa organização logística reduzem custos e com isso promove cortes de pessoal.

marcos disse...

Gosto mais do setor de bebidas do que de fumo (cigarros) pois a bebida em moderação é considerado toleravel socialmente, apesar de também estar sofrendo ataques ultimamente. O consumo do cigarro acho que vai gradualmente continuar caindo na melhor das hipótese, a medida que novas gerações tenham cada vez menos fumantes. A bebida alcólica é também um produto mais diverso, que pode ser inovado e melhorado, como tem acontecido.

John Tong disse...

Prezado Fernando,
Sim, você tem razão, nos países mais desenvolvidos as indústrias de fumo tem sido cada vez mais pressionadas via restrição da propaganda e pela própria opinião pública. Muitas destas empresas tem se diversificado em outros negócios para compensar estes efeitos. Meu ponto no artigo vem da observação que em períodos de recessão e desaceleração econômica o negócio destas empresas fica estável. um abraço.

John Tong disse...

Prezado Bruno Costa,
As empresas precisam ficar cada vez mais competitivas e sinergias serão cada vez mais utilizadas não só para a redução de custos, mas também para a melhoria de nível de serviço. No caso da SC e Ambev o numero de entregas/visitas aos bares vai aumentar com consideravel redução de custos. A redução de custos vem também de combustível e manutenção da frota aonde ela é própria--geralmente no last mile.