segunda-feira, 17 de março de 2008

Dreams come true (Parte 1)/“Investment grade” for Brazil

Antes de o Presidente Lula tomar posse em 2003, as agências de “rating” cortaram a classificação de dívidas do Brasil (down grade), com medo de que o novo governo fosse se endividar mais para gastar mais, o que colocaria o país novamente em default.
Hoje, com a economia em ascensão, o Brasil está a um passo de obter “investment grade” nas suas dívidas, atraindo, potencialmente, bilhões dos investidores. O Brasil pagou as suas dívidas para o IMF e as suas reservas internacionais superam as dívidas internacionais.
Ao mesmo tempo o Brasil se beneficia do “boom” global das commodities: minério de ferro, açúcar, etanol e soja. É a combinação de sorte com uma boa administração: “Temos um Brasil novo”, comentou o diretor sênior da Fitch Ratings.
O novo “rating” abrirá as portas para os investidores, especialmente para os grandes “endowments“(doações), fundos de pensão e companhias de seguros que são proibidos de comprar os “junk bonds”. Após Rússia, México, África do Sul e Chile conseguirem o “investment grade”, o dinheiro dos investidores estrangeiros aumentou de 79% para 354% em dois anos. O Brasil pode ganhar um extra de 21 bilhões de dólares anualmente se conseguir o “investment grade rating”, elevando o mercado acionário e a moeda ainda mais. Lembre-se que a bolsa sobe não quando o país é efetivamente declarado de “investment grade”; a bolsa já sobe com a perspectiva de caminhar para o mesmo.
Mais importante ainda, o melhor rating baixa o custo dos empréstimos que o país necessita para melhorar a sua infraestrutura. “Precisamos das condições para um período de crescimento sustentado”, disse Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central.
Todo mundo está investindo no Brasil, como na China há 30 anos atrás.

2 comentários:

Pedro Masir disse...

Sr Tong, o mercado esta confuso, fala-se que os mercados emergentes ( Brasil no caso) estão agora independentes dos mercados internacionais e protegidos da crise. O sr. acredita nesta tese ?

Fred disse...

Boa tarde,

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Abraço.