quinta-feira, 19 de julho de 2007

A situação das Aéreas ( parte 1 )

Resposta ao comentário do Sr. Borges

Não há dúvida que o desempenho econômico das companhias aéreas domésticas (TAM, GOL e outras) está sendo afetado pelo "apagão aéreo" ocorrendo no Brasil desde setembro do ano passado. Isto já era consenso mesmo antes do acidente da TAM na terça-feira.
As soluções para o apagão aéreo são conhecidas. Esta não é a maior dificuldade. O difícil é estabelecer quem vai perder no curto prazo dadas as soluções.

Vamos examinar a equação. Simplificadamente, temos três partes envolvidas: 1-) o governo, que é responsável pela infraestrutura aéroportuária e a regulamentação, 2-) as companhias aéreas que prestam o serviço, mas que dependem da utilização da infraestrutura e 3-) o consumidor que gera a demanda e utiliza o serviço de transporte.

Dentro destes papéis, cabe ao governo estimar o crescimento da demanda e suprir a infraestrutura necessária (aeroportos, equipamentos, sistemas de informação, pessoal capacitado etc...) para atender esta demanda. Isto exige planejamento e execução antecipado para que a demanda seja atendida em tempo e com bom nível de serviço (é assim em qualquer negócio ). O problema, já conhecido, é que o governo não cumpriu este papel de atualização de infraestrutura, mas ao mesmo tempo, como regulador, permitiu aumentos de vôos e concedeu novas licenças às companhias aéreas.

Por sua vez, as aéreas expandiram seus volumes, compraram aeronaves, contrataram funcionários e criaram expectativas de crescimento e rentabilidade para seus acionistas. As empresas corretamente investiram em melhorar e otimizar seu modelo operacional com melhor aproveitamento de seus recursos e simultânea melhoria do nível de serviço ao cliente. O atendimento de check-in estava mais rápido com a melhor gestão de filas, check-in via internet ou automático, lay-overs menores e outras melhorias.
Só que para tudo isto funcionar, a infraestrutura e o serviço aéroportuario teria que acompanhar o nível de eficiência da operação das companhias aéreas. Ocorreu justamente o contrário. O fato é que a infraestrutura está atrasada em relação a demanda de 2 a 3 anos. Isto contando que se faça algo a partir de agora.

Então, o que fazer ? Existe solução de curto prazo ?
Veja na continuação deste artigo.

Jackson Tong
Convidado deste Blog

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito boa a análise Jackson.
Tenho muito interesse no desenrolar do seu artigo, pois sou acionista da Gol, e atual situação do setor me preocupa.

Grande Abraço
CHRistian
www.chrinvestor.com

borges disse...

sr tong obrigado por responder minha pergunta aguardo continuacao borges

Robson Brandão disse...

Concordo com a análise acho que as ações da Tam e Gol ainda estão muito valorizadas