Como a gente pode observar nos artigos anteriores do blog, o foco de investimento mudou de um setor para o outro desde que Mandela assumiu o poder. E o Brasil, após a eleição de Lula?Minério de ferro
Siderurgia
Petróleo
Como a gente pode observar nos artigos anteriores do blog, o foco de investimento mudou de um setor para o outro desde que Mandela assumiu o poder. E o Brasil, após a eleição de Lula?
No meu livro, Bolsa de Valores – Visão Feliz e Otimista de Três Gerações (2004, Editora AGE), dediquei um capítulo inteiro sobre a China. De lá para cá, a economia chinesa continua crescendo a todo vapor e a bolsa (Shanghai Índice) subiu 50% desde o início de 2007, após uma alta de 130% em 2006.
Diante da deterioração da economia americana e a turbulência do mercado acionário, o Fed, no dia 16 de agosto, cortou o discount rate em 0,5%, para 5,75%. O discount rate é a taxa de juro que o Fed cobra dos bancos.
Soweto é uma cidade na periferia de Johannesburg com um povoado de 4 milhões de negros. A usina de eletricidade queima carvão de Soweto, e funciona com o suor e o sangue dos negros, mas por 20 anos a cidade não tinha eletricidade, que era transmitida somente para Johannesburg. Por que?
Há alguns anos atrás fizemos um tour pela África do Sul. O itinerário foi Cape Town, Johannesburg, Kruger National Park, Victoria Falls (Zimbawee). The Oxford Club, o organizador do tour, além de cuidar dos hotéis, refeições, transporte e roteiros, programou duas conferências sobre investimentos. Um dos palestrantes foi o gerente da Merrill Lynch, de Johannesburg. Ele relatou a história do desenvolvimento do país, a exploração de ouro e diamante e as ações de produtores das duas commodities como Anglo – American. Mas, desde Nelson Mandela, a situação política e econômica mudou. Os investidores internacionais não estão mais explorando ouro ou diamante na Johannesburg Stock Exchange. As ações que chamam a atenção são de setores de serviços e seguros. Como a população negra tem mais empregos e salários, os vendedores de seguros batem às portas oferecendo todos os tipos de seguros: de vida, de acidentes, de incêndios, de automóveis, etc.
No meu artigo anterior (Petrobrás versus Petroquímica), apostei nas ações de Petroquímica (Braskem, Suzano Petroquímica, Unipar, etc.), que devem ter uma performance melhor do que Petrobrás, devido à perspectiva da queda dos preços do petróleo e da nafta.Nesta semana (6 a 10 de agosto), o preço internacional do petróleo de fato caiu. Embora ultimamente a Bovespa tem se reajustado para baixo devido ao tumultuado mercado americano (subprime home loans, etc.), as ações brasileiras de Petroquímica têm mostrado firmeza. Daí, de repente vem a surpresa.
No dia 3 de agosto, foi anunciado que Petrobrás comprou o controle de Suzano Petroquímica por R$ 2,7 bilhões, ao preço acordado de R$ 10,70 por ação PN. A ação SZPQ fechou a R$ 8,91, com uma alta dramática de 56%.
O assunto de Suzano Petroquímica, portanto, já está definido, e o papel não é mais o foco de especulação. Nesta semana (6 a 10 de agosto) o mercado já começou a especular sobre Unipar PN, diante da noticia de que o diretor de abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa confirmou que a partir de agora vai se sentar com executivos da Unipar para negociar a constituição da Petroquímica do Sudeste.
Parece um efeito dominó. Será que a onda de reestruturação vai atingir Braskem, Copesul e outras?
O mercado não tem nada mais para especular sobre “fait compli” (Suzano Petroquímica). Portanto, os investidores começam a especular sobre as perspectivas de merge e acquisition de cada empresa brasileira da Petroquímica.
T- Bill 10 anos (Treasury Bill 10 anos) é um dos indicadores importantes do movimento das bolsas americanas, e por extensão, da bolsa brasileira.
Prezados leitores,
A sua esposa sabe que você está ganhando na bolsa? É difícil a minha esposa não ficar sabendo, e ela quer participar no lucro.
Desde o início do caos aéreo em outubro do ano passado até o dia do acidente da TAM, enquanto o Bovespa valorizou 43%, as ações da TAM caíram 4% e as da Gol caíram 27%, já indicando forte incerteza em relação ao setor.Sem dúvida que o caos aéreo prejudicou o desempenho das empresas aéreas, principalmente na linha da receita. Mas a questão é se estes fatos já estão descontados do preço dos papéis. Minha percepção é que sim. Pode ser uma oportunidade !
Jackson Tong
Convidado deste Blog
Recomendo o livro “Die Broke”, escrito por Stephen Pollan (Harper Business, 1997). O livro ensina que a gente deve viver bem e não deixar sobrar um centavo quando morrer. (live rich; die broke). Van Gogh fez o oposto: live broke and die rich. Coitado!
Anos atrás, como diretor comercial da Granóleo S.A. , um complexo industrial de soja, fiz muito future trading. A Granóleo compra soja dos agricultores e cooperativas, esmaga o grão, vende óleo no mercado nacional e exporta farelo para o mercado internacional.
Na primeira parte do artigo mencionei que não é difícil achar soluções para o problema, o difícil é estabelecer quem perde. Até alguns dias atrás estava claro quem foi escolhido para perder--foi o usuário, o passageiro, o cliente. A partir do momento em que das três componentes da equação, o governo ( por incompetência ou omissão) cria uma restrição de infraestrutura, restam os outros dois lados para pagar o pato--as aéreas ou o usuário.Veja a continuação na parte 3 deste artigo.
Jackson Tong
Convidado deste Blog
Resposta ao comentário do Sr. Borges